A carvalheira

História da Carvalheira

Pode-se dizer que o químico Octávio Carvalheira tem sua história relacionada às cachaças. Boa parte de sua vida profissional ele dedicou a ajudar diversas empresas a produzir açúcar, álcool e aguardente. Assim é que desde novembro de 1949, quando foi contratado pela Usina Rio Una, localizada em Barreiros-PE, para por em marcha a destilaria anexa de álcool anidro, para a mistura carburante, e, a seguir, como químico de açúcar e álcool das duas usinas do Grupo Othon (Rio Uma e Sto. André) e, a partir de 1961, Diretor das quatro usinas do mesmo grupo, até o ano de 1967.

 A partir de 1967, continuou ligado à indústria sucroalcooleira, como consultor de várias usina e destilarias. À frente da Tecal - Tecnologia Açucareira Ltda., fundada em 1975, conduziu mais de 60 empresas nordestinas nos negócios de açúcar, álcool e aguardente, com projetos no PROÁLCOOL.

Foi após uma viagem a Cuba, país que visitou em maio de 1993, para tomar parte no Seminário Internacional del Azúcar e Derivados de la Caña, que ele sugeriu ao empresário Eduardo Carvalheira , a aquisição ao Instituto Cubano de Investigaciones de los Derivados de la Caña de Azúcar - I.C.I.D.C.A., da tecnologia de aproveitamento da levedura de cerveja na alimentação humana.

Eduardo Carvalheira, seu filho, sempre gostou de fazer seus próprios experimentos com cachaça, promovendo infusões de frutas tropicais e ervas regionais, buscando continuamente uma tecnologia capaz de melhorar a qualidade da aguardente de cana crua produzida em Pernambuco.

Decidiu então, Eduardo, visitar Cuba e contratar os técnicos daquele instituto para desenvolverem no Recife a tecnologia das leveduras. Daí surgiu a produção das leveduras PROLEV e demais alimentos dietéticos.
 
Era o ano de 1995 quando ocorreu a grande oportunidade para se dar início a produção comercial da cachaça envelhecida, idealizada por Eduardo. Naquele ano foram adquiridos milhares de barris de 150 e 200 litros cada um, de carvalho branco europeu.

De posse dos barris, Eduardo conseguiu junto aos técnicos da ilha de Fidel Castro, a tecnologia para o envelhecimento da cachaça, semelhante à do rum, e, assim foi dado o início ao processo de envelhecimento da Cachaça Carvalheira.

Todo o trabalho foi acompanhado pelos técnicos cubanos, passo a passo, o que resultou num produto diferenciado das demais marcas existentes no mercado regional, uma vez que não recebe qualquer produto estranho nem corantes, sendo engarrafada como sai do barril, após um período mínimo de envelhecimento de três anos, filtração e as análises de praxe do controle de qualidade.

Lançamentos

No ano de 1988 foi lançada no mercado local a primeira bebida com a marca CARVALHEIRA-PURA TRADIÇÃO, com três anos de envelhecimento.

Em 2001, foi lançada no mercado regional a CARVALHEIRA-FLOR DE LIMÃO, cachaça crua composta, com aroma natural de limão, para ser tomada pura congelada ou sob a forma de caipirinha, como é mais difundida a cachaça no mercado nacional e no exterior.

A  CACHAÇARIA CARVALHEIRA lançou ainda, nos anos de 2002 e 2003, mais quatro tipos de aguardentes de cana compostas, todas envelhecidas em barris de carvalho, cujas marcas e composições são discriminadas a seguir:

- CARVALHEIRA PORTO RECIFE: com infusão de passas de frutas e açúcar, teor alcoólico de 38%, em volume, a 20°C, bem apreciada pelo público feminino;

-  CARVALHEIRA CANELA: com aroma natural de canela e teor alcoólico de 38%, em volume, a 20°C, boa para coquetéis e culinária;

- CARVALHEIRA RAÍZES: com infusão de raízes aromáticas, em repouso por um período de seis meses, com teor alcoólico de 38%, em volume, a 20°C, seca e sofisticada.

- CASA DE CANA/COLUNA: identificada com a atmosfera tropical do Nordeste do Brasil, cachaça destilada em Colunas, selecionada com o rigoroso padrão da CACHAÇARIA CARVALHEIRA, a 38% de teor alcoólico em volume, a 20°C;

- CASA DE CANA/ALAMBIQUE: produzida a partir de técnicas seculares, cachaça de”coração” dos Alambiques de cobre, com o impecável padrão da CACHAÇARIA CARVALHEIRA, a 38% de teor alcoólico em volume, a 20°C;

- CASA DE CANA/BLENDED: mistura das melhores cachaças artesanais produzidas em Alambiques de cobre com cachaças destiladas em colunas, com rigoroso controle de qualidade da CACHAÇARIA CARVALHEIRA, com teor alcoólico de 38% em volume, a 20°C.

Pretende ainda lançar a CARVALHEIRA GRÃO FINO: Cachaça Extra Premium,  envelhecida por um período mínimo de dez (10) anos, com teor alcoólico de 38%, em volume, a 20°C - encorpada e aveludada.

Origem do Nome

O nome da bebida - CARVALHEIRA é uma homenagem à família do Comendador Frederico Alves Pereira Pinto, cujo fundador veio de Portugal para o Brasil nos meados do Século XIX.

Este nome também é muito sugestivo, pois significa uma grande árvore de carvalho, bastante frondosa.

Os rótulos das garrafas e  embalagens, contêm uma fotografia da primeira geração da família em Pernambuco, no ano de 1893.

Elegância

O esmero da CARVALHEIRA, uma bebida genuinamente pernambucana, não se limita apenas ao processo de seleção e envelhecimento da cachaça, mas se destaca também pela originalidade dos seus rótulos e embalagens de "design" sóbrio, de extrema elegância, reservando sempre em suas caixas um espaço nobre para evocação do melhor das tradições culturais e de artes de nossa região, além das receitas de drinques feitos à base das cachaças CARVALHEIRA, já bastantes conhecidas na região:

- CAIPIRINHA MORENA - com açúcar e limão e cachaça envelhecida e gelo picado;
- GABRIELA - com cola, limão, canela e cachaça envelhecida e gelo picado;
- CANA CAIANA - com caldo de cana, limão, abacaxi e cachaça envelhecida e gelo picado;
- PURA PAIXÃO - com cachaça Flor de Limão, limão e hortelã e gelo picado.


Qualidade

Quando se destila um vinho ou mosto fermentado para a obtenção de aguardente, por mais regular que tenha sido a fermentação e por mais perfeita que seja a operação de destilação, o produto obtido não apresenta um sabor agradável, suave ou "redondo".

Pelo envelhecimento natural, em barris de carvalho, a CACHAÇA CARVALHEIRA, em conseqüência das múltiplas e complexas reações físico-químicas que se processam, dentro dos barris, entre os diversos componentes formados na fermentação e em presença do oxigênio do ar, que penetra através dos poros da madeira, juntamente com os extratos naturais do carvalho, principalmente o "tanino", as suas qualidades organolépticas são exaltadas, significativamente: adquirem um melhor aroma, cor de ouro velho, sabor fino e aveludado.

Sabe-se que, pelo envelhecimento há sensível redução no grau alcoólico e no volume originais do produto, ao passo que pela influência dos anos, porções mínimas de produtos secundários se formam, os quais somados aos ésteres principais, também originados durante a conservação, dão à CACHAÇA CARVALHEIRA um conjunto de qualidades nobres, a que se dá o nome sugestivo de "gosto redondo" e "sabor surpreendente".

Os padrões de identidade e qualidade das CACHAÇAS CARVALHEIRA são aqueles definidos pelo Decreto Federal Nº 2.314 de 04/09/97, artigo 91 do Ministério da Agricultura Pecuária e do Abastecimento (MAPA), cujos índices técnicos máximos são discriminados a seguir:

Padrão de identidade

Teor alcoólico, em volume, a 20°C: 38% a 54%

Padrões de qualidade (valores máximos)em mg/100ml/ álcool a 100%

acidez volátil em ácido acético 150
ésteres em acetato de etila 200
aldeídos em aldeído acético 30
furfural 5
álcoois superiores 300
metanol 15
cobre 5
soma dos componentes secundários 200



Fornecedores

A cachaça crua destinada ao envelhecimento, é adquirida de pequenos e médios produtores do interior de Pernambuco, após rijo controle de qualidade pelo ITEP e seleção de sua procedência.

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